domingo, junho 07, 2009

Politica....

“O politico, desde que entronizado, fica senhor do seu pequeno mundo. Confunde o privilégio de mandar, que devia ser a modéstia de servir, com fumos de grandeza”.
Miguel Torga.

quinta-feira, junho 04, 2009

Melhor ser cigano do que rei...

"Quando se morre deixa-se tudo:
um miserável carroção como
grande imperio.
E nós cremos que nesse
momento, é muito melhor
ser cigano do que rei. "

Cigano simplesmente



"Nós os ciganos, temos uma só religião: a da liberdade.Em troca desta, renunciamos à riqueza, aoPoder e à gloria"


A nossa vida é uma vida simples, primitiva, basta-nos ter por tecto o céu, um fogo
para nos aquecer e as nossas canções quando estamos tristes.








"Nasce-se cigano.Agrada-nos caminhar sobre as estrelas.Contam-se estranhas histórias sobre ciganos.Diz-se que lemos nas estrelas e quePossuímos o filtro do amor.As pessoas não acreditam nas coisas que nãoSabem explicar.Nós, pelo contrário, não procuramos explicar
As coisas em que acreditamos"







Canta Severa, os fadistas choram por ti...


Por entre as pedrinhas da rua, lá andavas tu, descalça.
A tua indiferença e ruindade genuína de menina das latas nunca me assustou.
Talvez por isso, tivéssemos criado uma grande empatia.
É com grande saudade que te recordo, passado um ano e dois meses da tua partida.
Custa-me aceitar a vida como ela é. Custa-me aceitar o destino. Custa-me aceitar que tivesses que ter partido tão cedo, tão jovem, tão desconhecedora de um futuro, de experiências, de vida.
Custa-me aceitar que um ser indefeso, e dependente de outros para viver, venha que pagar com a vida os erros deles. De quem te devia proteger acima de tudo, e te leva de mãos dadas para o abismo.
Que os Deuses me perdoem se estou a pecar, e a julgar. Não quero julgar ninguém Severa.
Só que dói.
Dói saber que partiste, e que desde esse dia o mundo, o universo ficou mais pobre.
Aí em cima é que ganharam...ganharam uma das estrelas mais brilhantes desse fantástico céu.
Ainda te ouço a cantar o fado de Lisboa, esse som vai-me acompanhar até ao dia em que chegar aí, ao pé de ti e brilharmos juntas.

Chorai fadistas, chorai....

Até um dia menina cigana*

sábado, maio 30, 2009

Woody Allen


Um dos meus realizadores preferidos, pela loucura, irreverência, e tradução da realidade de forma absurda mas concreta e real. Adoro-o.


Allan Stewart Königsberg (Brooklyn, Nova Iorque, 1 de dezembro de 1935) é um cineasta, roteirista, escritor, ator e músico americano, mais conhecido pelo pseudônimo de Woody Allen.
Muitos de seus filmes falam sobre neuroses comportamentais do dia-a-dia, sempre com uma crítica mordaz e sutil em longos diálogos analíticos.Allan Stewart Königsberg (
Brooklyn, Nova Iorque, 1 de dezembro de 1935) é um cineasta, roteirista, escritor, ator e músico americano, mais conhecido pelo pseudônimo de Woody Allen.

Cansaço

Agora que me sinto cansada, recordo Alvaro de Campos

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
(...)Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço...

A palha do cigarro a queimar entre os dedos, o vento que me corre na alma vindo desta janela virada para lado nenhum, faz-me acreditar que o amanhã está para chegar. E que apesar deste cansaço..íssimo, íssimo, íssimo....eu não vou partir até o sol nascer...

sexta-feira, maio 29, 2009

Festa do Cavalo


A tradicional Festa do Cavalo de Porto Salvo decorre de 29 a 31 de Maio.
Esta décima edição oferece ao público espectáculos culturais e equestres de renome nacional e internacional, de onde destacamos o Passeio Equestre na Rota do Vinho de Carcavelos, uma das actividades mais procuradas por cavaleiros, amazonas e atrelagens, o qual para além do já habitual Carcavelos de Honra em frente aos Paços do Concelho, conta este ano com dois aliciantes adicionais: uma prova de toureio a campo e um almoço campero na Quinta do Marquês de Pombal. O Passeio tem lugar no dia 30, a partir das 9H30.
Em termos de espectáculos equestres, a aposta é trazer a Porto Salvo os expoentes máximos da arte equestre em Portugal, nomeadamente, o Centro Equestre Lezíria Grande, que integrará no seu espectáculo uma demonstração da Família Willms, proveniente da Bélgica, no dia 30, às 22H00.
O programa cultural abre no dia 29, às 22H00, com uma Festa com os finalistas do concurso da TVI “Uma Canção para Ti”, nomeadamente Beatriz Costa, Luís Caeiro e o pequeno Miguel Guerreiro. O folclore estará presente através da participação dos Ranchos Folclóricos do Concelho, mas também, a musica e a dança flamenca e o fado marialva irão abrilhantar as noites.
No que se refere às provas desportivas, destaque para a disputa da Taça do Campeonato Regional de Atrelagem – Zona Centro, com o recurso a obstáculos naturais, e para o Concurso de Obstáculos, com quatro provas de diferentes dificuldades.
Os amantes da tauromaquia, poderão testar a sua coragem nas várias garraiadas, onde os nervos de aço são testados na “Mesa da Tortura”, uma prova de bravura em que o último concorrente a abandonar o redondel se sagra vencedor.
A tarde do último dia será dedicada às Tunas Académicas.
Para além, dos diversos eventos, o visitante terá ao seu dispor expositores de artesanato e gastronomia, bem como, uma tenda com restaurantes.
Relembre-se que a Festa do cavalo é organizada pela Associação Equestre de Porto Salvo em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras.

Gaudí


Arquitecto espanhol. Forma-se em Barcelona, cidade onde se desenvolve quase toda a sua trajectória profissional. Homem profundamente religioso, entrega-se de corpo e alma aos seus projectos e criações arquitectónicas. Morre atropelado por um carro eléctrico.
Antonio Gaudí é criador de um estilo próprio, estilo onde é possível observar a fusão do neogótico com as sinuosidades da arte nova. Ao longo da sua fecunda carreira, vai afirmando a sua linguagem arquitectónica, caracterizada pelo uso livre e ágil dos estilos do passado. Assim, no Parque Güell há uma colunata dórica, na Casa Vicens, elementos hispano-árabes, etc. A sua primeira obra importante é a Casa Vicens. Nomeado arquitecto para a Sagrada Família, reformula o projecto anterior e realiza parte das obras: é uma obra arquitectónica inacabada. O seu esquema geral é gótico, ainda que empregue arcos parabólicos, curvas de sinuosidade orgânica e biológica e abundante ornamentação vegetal. A esta primeira época devem-se El Capricho, de Santander, o Palácio Güell, de Barcelona, o palácio episcopal de Astorga e outras construções. Na plenitude da sua maturidade projecta e constrói em Barcelona a Casa Milà («La Pedrera») e o Parque Güell, bem como a Casa Batlló. Uma das suas últimas obras, a cripta de Santa Coloma de Cervelló, é uma condensação das suas inovações estruturais e plásticas: a planta constitui uma reinterpretação dos modelos góticos, havendo colunas inclinadas que assumem o papel de arcobotantes; e, sobretudo, prevalece uma relação orgânica entre o interior e o exterior, conseguida mercê de originalíssimas soluções de problemas estruturais.

Pancho Guedes


Obra do arquitecto em Exposição no CCB(Centro Cultural de Belém)



Amâncio d'Alpoim Miranda Guedes é arquitecto, escultor, pintor e Professor. É normalmente conhecido como Pancho Guedes. Nasceu em Portugal em 1925 mas estudou em diversos locais: S. Tomé e Príncipe, Guiné, Lisboa, Lourenço Marques, Joanesburgo, Porto. Foi professor e director do departamento de arquitectura na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo.O seu período mais criativo passou-o em Moçambique, nas décadas de 50 e 60, onde fez mais de 500 projectos para edifícios, muitos deles tendo sido construídos em Moçambique e alguns em Angola, África do Sul e Portugal. Por estas e outras razões ele é bastante conhecido um pouco por todo o mundo, sobretudo em meios ligados à arquitectura. Os seus edifícios e projectos exuberantes, ecléticos, complexos e pensativos, estando muito longe dos edifícios americanos do pós-guerra, foram suficientemente reconhecidos pela sua qualidade e originalidade. A sua imaginação visual absorve muitas influências, desde a arte de Africa ao surrealismo, e sintetiza-as num estilo que é reconhecivelmente seu, embora os resultados possam parecer diferentes à primeira vista. Ele foi um pós-moderno 20 anos antes do termo ser inventado e continua bastante activo, trabalhando em Portugal, inventando novos edifícios, esculturas e pinturas, numa altura em que completa 80 anos de vida. A. d'Alpoim Guedes, como assina os quadros, é o “filho” de Pancho Guedes, o executante, o “responsável por toda a obra, excepto o betão armado”. É também o historiador e o arquivista: é ele quem guarda os desenhos, as pinturas, as esculturas, as fotografias sobreviventes, que se tornam cada vez mais a cada dia que passa.A actividade como pintor surgiu quando estava a acabar o curso de arquitectura em Joanesburgo e participava em exposições com os artistas mais progressistas da época. Ganhava então um certo “status” como pintor: era conhecido, os seus professores iam ver as exposições e os seus quadros vendiam-se. Em 1961 esteve presente na Bienal de S. Paulo, Brasil, estando também presente na Bienal de Veneza no ano de 1975. Em 1962 as suas obras foram publicadas na revista francesa “L’Architecture d’Aujordui” com o título “Architectures Fantastiques”. Nesse mesmo ano participa no 1º Congresso de Arte Africana em Salibury, Rodésia, com a comunicação “The Auto-Biofarcical hour” onde apresenta pinturas, esculturas e outras obras que despertam um enorme interesse. Em 1987 teve uma exposição de desenhos e pinturas na Galeria Cómicos, em Lisboa, Portugal.É comendador da Ordem de Santiago e Espada e recebeu a Medalha de Ouro para a Arquitectura do Instituto dos Arquitectos Sul-africanos, havendo sido doutorado honoris causa pelas universidades de Pretória e Wits, na África do sul.

Museu dos Coches - Descobrimentos


Livro de horas

Aqui diante de mim, eu, pecador, me confesso de ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau que vão ao leme da nau nesta deriva em que vou.
Me confesso possesso das virtudes teologais, que são três, e dos pecados mortais, que são sete, quando a terra não repete que são mais.
Me confesso o dono das minhas horas O dos facadas cegas e raivosas, e o das ternuras lúcidas e mansas.
E de ser de qualquer modo andanças do mesmo todo.
Me confesso de ser charco e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco que atira setas acima e abaixo da minha altura.
Me confesso de ser tudo que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.
Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído do tal céu que Deus governa; de ser um monstro saído do buraco mais fundo da caverna.
Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim para dizer que sou eu aqui, diante de mim!

Adolfo Correia Rocha

A 12 de Agosto de 1907, nasce em Vila Real, aquele que viria a ser um dos maiores e mais bem conceituados autores portugueses.
Considerando que nenhum Deus é digno de louvor, a sua crença e ideologia centra-se no Homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, mas também ao poder de criação; tal poder que faz com que o homem seja capaz de se impor à natureza; tal como os camposeses transmontanos impuseram a sua vontade de semear terra aos penedos bravios das serras.

É por esse poder do Homem, que Torga considera este, como o único ser digno de adoração.


Em 1934, então com 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo : "Miguel" e "Torga", em homenagem a dois grandes vultos da cultura Ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Quanto ao apelido, Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule rectilíneo.


Também foi e é assim Torga, como a planta, bravo, com raízes tão fortes que predura, e predurará nas memórias de quem o conheceu, de quem o não conhece, e de quem ainda nem sequer nasceu.








Passados 3 anos....

Olá

Passados 3 anos da criação deste blog, estou mais crescida....

"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos...."

Shakespeare

quarta-feira, maio 27, 2009

Obrigatorio Visitar

Nada melhor que falar com dados, sitios a visitar urgentemente!
http://diarioxii.blogspot.com/
http://torgaemsms2.blogspot.com/

Torga em Linguagem SMS




Vou lançar um desafio.

Abram uma página no google, coloquem no motor de busca a seguinte frase: "Linguagem Sms", e analisem os sites informativos, as noticias de jornais, e web jornais.

Chegam a que conclusão?

Os alunos usam linguagem sms nos testes; cada vez mais isso acontece, e está a tornar-se o maior atentado à lingua portuguesa de sempre.

Como participante no Projecto "Diário XII", tenho que deixar aqui patente o objectivo deste desafio lançado pelo coordenador Manuel Dinis Alves, e aceite por mim, pela Micaela, e mais tarde pela Mariana Alves, e Laura Sobral que traduziram as páginas em falta e qua assim deram luz ao projecto que estava adiado.

Adiado, não esquecido.

O objectivo nunca foi ofender, denegrir, ou "gozar" com tão aclamado autor.

Todos nós, estudantes de letras, amantes da escrita, da informação, queremos acima de tudo preservar a nossa lingua a nossa origem.

Temo que me confundam com fascista e amante de Salazar.

Mas o tempo urge; e agora mais que nunca, conscencializar passa por ser radical, por mostrar a realidade que choca.

E realidade é que cada vez escrevemos pior, cada vez adoptamos formas de escrever rápidas, fáceis, e erradas.

E ainda assim, tapamos o sol com a peneira, e está tudo bem!

Certo?

A escolha de Miguel Torga não foi ao acaso.

Torga, escritor português, conceituado, estudado pelos alunos nos programas escolares.

Foi propositado a escolha de Torga.

Com o uso da obra desse autor, conseguimos trazer à luz do dia, o problema que se fala de animo leve e que não é resolvido.

Ninguém acharia "normal" ver um texto de Torga escrito com meias palavras, com "k" em vez de "q".

Que se discuta agora o futuro da lingua portuguesa; fico feliz pelo choque causado, porque só assim podemos discutir o problema abertamente.

Termino por agora com uma citação de Adolfo Correia Rocha (vulgo Miguel Torga) para reflectirmos um pouco:


"Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade"






quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Penso em ti

Hoje penso em si.
E quero ser breve para não sofrer, e sentir lágrimas a escorrer pelo meu rosto.
A vida é um enigma tão perfeito...perfeito demais...
Talvez seja eu a "Burra", que não o saiba decifrar, porque não entendo como me desliguei do mundo, como me desliguei do passado, como me desliguei de tudo o que um dia me fez feliz.
Pensava eu que não era feliz...mas afinal até era...
Hoje, tenho que dizer, preciso dizer, tenho vontade de gritar...AMO-O DINIS:)
Perdoe-me o entusiasmo do sentimento, mas o Dinis é uma pessoa que eu nunca vou esquecer, que eu nunca esqueço, mesmo estando ausente em presença e em palavras.
Apanhou-me numa altura da minha vida em que eu estava descrente, acreditou em mim, apostou em mim, confiou em mim.
Eu não dei tudo o que tinha para dar, faltou muito mais.
Mas a culpa foi minha, não dei por preguiça, e é essa a causa que um dia me vai enterrar.
Quero forçosamente ser independente...mas acho que nunca o serei.
Eu sou uma eterna dependente do que os outros pensam de mim, do que os outros apostam em mim; e sei, que nunca vou evoluir enquanto assim pensar;enquanto assim agir.
Não me vou alongar mais, só quero deixar aqui postado(num blog que há muito não escrevo) que o Dinis foi e é uma pessoa que eu guardo no coração.
Pedir desculpa por não ter feito valer a confiança que depositou em mim.
Um dia, juro, um dia, não sei quando...um dia eu vou fazer valer tudo o que depositou em mim.
Nesse dia, tal como hoje, eu não me vou esquecer de si.
Vou-lhe dizer com um enorme sorriso: - Consegui graças a si.
Um grande beijo da sua eterna aluna
Márcia

quarta-feira, abril 30, 2008

Até sempre Severa


Ponde nos braços da banza Um sinal de negro fumo Que diga por toda a parte: O fado perdeu seu rumo.


Teu sonho era a vida Severa, e partiste sem que te perguntassem se querias mesmo partir. Nasceste Severa, e nem te perguntaram se querias nascer..andaste descalça por este mundo a sorrir. Levaram-te num carro para o abismo Severa...Será que te perguntaram se querias mesmo ir? Severa, teus olhos azeitona iluminam o bairro que deixaste, perguntaram-te Severa? perguntaram-te se querias deixar o ingote? perguntaram Severa? Se querias deixar os teus amigos, também descalços tal como tu? Não sei se te perguntaram menina cigana, mas sei que serás sempre insequecivel; teu nome reflecte o que eras...Severa...nada de pequenas coisas nem de frescuras; quem te quisesse alcançar, teria de ser como tu: um pé descalço! e como admiro isso em ti CIGANA! Severa...desde que partiste em tão tenra idade(12 anos talvez? perdoa Severa, mas nunca soube ao certo a tua idade), o teu bairro, esse Ingote iluminado pela luz dos teus olhos, perdeu grande parte do seu brilho. Gostaria que tudo fosse diferente Cigana; gostaria de te ouvir cantar o fado de Liboa como só uma cigana como tu sabia fazer, cantar em romanês...esse idioma caracteristico da tua cultura Severa! Que saudades menina! Ficarás comigo Ficarás no mundo Ficarás, Sever; para sempre aqui no teu Ingote. ATÉ SEMPRE MENINA CIGANA


Chorai, fadistas, chorai, Que a Severa se finou, O gosto que tinha o fado, Tudo com ela acabou.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Apesar de já não ser novidade (para alguns), o mercadinho do botânico voltou a abrir portas este sábado.
Os produtos expostos para venda são de origem em produção biológica.
No entanto este mercado assume-se publicamente como “mercado de agricultura sustentável”; isto porque, para os produtores poderem rotular os seus produtos como biológicos, teriam de ter a uma certificação a nível europeu, e o custo da certificação, no caso dos pequenos produtores, não compensa.
Os produtos biológicos ainda são, para alguns, um grande mistério.
Ouve-se dizer que faz bem à saúde, que são bons para o meio ambiente.
Mas, a pouca procura destes produtos, leva a crer que a informação não chega ao potencial consumidor da melhor maneira.
Paulo Coelho, um dos comerciantes certificado de produtos biológicos, acredita que o maior apoio a receber é a nível de informação e educação, “ para falar a verdade, eu não acho que o mais importante seja pedir dinheiro ao estado para o modo de produção biológico.
A agricultura em geral conta com alguns apoios financeiros, o modo de produção biológico conta ainda com mais uma ajuda especial, a ajuda à produção. Eu acho que seria muito mais importante ter apoio a nível de educação e de informação; porque é que não existe uma disciplina relativa à nutrição? É obvio que as pessoas não compram o que não conhecem”, afirma Paulo Coelho.
Um dos factores negativos para a compra deste tipo de produtos, é porque são mais caros que os normais.
A questão que se poderá colocar é se o caro se torna barato, Paulo Coelho não tem dúvidas nenhumas em relação a esta questão, “ os produtos biológicos são, de facto, mais caros. Cerca de 30% mais caros. No entanto no que toca à qualidade do produto, o caro acaba por sair barato.
Este género de produtos é extremamente rico em nutrientes.
Por exemplo, aqui no mercadinho do botânico, temos um género de maçã típica do interior, chama-se a maçã de Esmolf, é saborosa, aromática e com baixo de teor de água. Comparando com outras maçãs, como a golden (muito consumida em Portugal)
a de Esmolf é muito mais rica em nutrientes, a Golden contém imensa água, o que o consumidor está a pagar é em parte grande parte a água contida no produto”, exemplifica o mesmo.
A malápia de Gouveia é outra maçã de origem biológica vendida no mercadinho que, tal como a de Esmolf, é muito rica em nutrientes e com pouca água, “o que diferencia o produto biológico do não biológico, é que quanto mais água possuírem, menos sabor têm, os produtos biológicos são muito mais ricos em vitaminas”, realça Paulo Coelho.


Porque é que os outros são mais baratos?

Uma pergunta bastante pertinente é : porque é que os produtos biológicos são mais caros?
Para Paulo Coelho não faz sentido nenhum, “uma agricultura biológica não polui, todos os animais têm de ser criados em regime de ar livre, nós acabamos por pagar mais caro por a poluição que outro género de agricultura faz.
Se calhar, os produtos biológicos serem 30% mais caros ainda é pouco, tendo em conta a questão da saúde e do Ambiente. Cultivamos as coisas na altura que devem ser cultivadas, para serem mais ricas em nutrientes e minerais, e conterem menos água.
Talvez seja pouco para tantas vantagens que esta cultura dá a todos nós.
Estamos a comprar água ao preço de fruta e de carne”, afirma o mesmo.

Onde comprar produtos biológicos?

Se há uns tempos atrás mal se ouvia falar em agricultura biológica, e poucos eram os locais onde o consumidor os poderia adquirir, actualmente já não é bem assim.
As grandes superfícies comerciais já são adeptas deste tipo de produtos, também para colmatar as necessidades dos consumidores que já fizeram destes produtos um hábito alimentar diário.
No entanto, a existência de produtos frescos é praticamente inexistente.
Paulo Coelho é também um dos proprietários da única loja, exclusivamente dedicada a este tipo de cultura, “a Quental Biológica é a única loja especializada nesta categoria, a loja tem alguns produtos frescos diariamente, mas a maior parte, ainda são produtos transformados, e na maioria estrangeiros. A diferença das grandes superfícies, é que aqui há frescos, apesar de pouco. Mas queremos melhorar nesse sentido”, afirma Paulo Coelho.
Outro dos mitos (se assim se puder chamar) que a agricultura biológica faz passar, é que é uma cultura de elites.
“Os preços são elevados, e criou-se mesmo o estereótipo de que é uma cultura de ricos, porque os pobres não lhes podem aceder”, refere Paulo Coelho.
No entanto, Paulo Coelho acredita que se existissem mais lojas com exclusividade para este tipo de produtos, os preços seriam cada vez mais baixo, pois seria um mercado mais competitivo também. “ Na Quental Biológico, os preços são acessíveis, estão dentro da média. É natural que numa grande superfície, as coisas acabem por ser mais caras, e como não há conhecimento deste mercado, as pessoas ficam com a ideia de que é assim em todo o lado”; Paulo Coelho apostou numa loja de pequenas dimensões com o objectivo de servir a todos, sejam ricos ou pobres:” o grande objectivo da loja, é a de ser um espaço onde todos fiquem satisfeitos, com os preços na medida certa, não é só para quem tem mais possibilidades, mas para qualquer cidadão. Acho que conseguimos agradar a todos os estratos sociais, além de preços acessíveis, também fazemos entregas ao domicílio”.
A Quental Biológico situa-se na Rua Antero de Quental, nº218; também dispões de um site na Internet: http://quentalbiologico.canalblog.com.

















quarta-feira, março 01, 2006

Galeria Minerva ao sabor das cores Africanas

Coimbra recebe uma exposição de pintura africana, a ser apreciada pelos amantes de arte, ou pelos simples curiosos, até dia 2 de Março na Galeria Minerva.
Esta exposição apresenta uma selecção de obras da Academia de Belas Artes da Antiga República do Zaire, actual República do Congo.A cabo da organização está Celeste Brígida que, viveu no Zaire durante 12 anos, e encontra desta forma uma oportunidade de partilhar com o público a sua paixão pela terra onde viveu mais que uma década.Na exposição a ser apreciada na Minerva estão: obras de pintura sobre areia e óleo sobre a tela de SUBAM, SAKI, MABIALA, TATAA, NSHUE, YUMA, LANDU e KIAK.De segunda-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h30, visite a exposição a convite da Minerva.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Passado ao espelho


Primeiras imagens fotográficas da cidade de Coimbra em exposição a partir de Hoje no Museu da Física.




Até dia 10 de Fevereiro estará aberta ao público a exposição intitulada: “Passado ao Espelho – Máquinas e Imagens das Vésperas e Primórdios da Photografia”.

Em exposição estão alguns instrumentos e imagens, em forma de Litografia e gravuras de madeira que, comprovam a presença de Coimbra no aparecimento da fotografia.Ambrótipos, ferrótipos, papéis salgados e albuminas, são outras técnicas dos primórdios da fotografia, a serem apreciadas numa exposição que, abrange um período que se estende até aos anos cinquenta do século XIX.

Organizada por Maria Helena Caldeira, produzida por Catarina Pires e Gilberto Pereira, a exposição “Passado ao Espelho”, conta com o comissário Alexandre Ramires que, assegura a coordenação científica a par com Ermelinda Antunes.A não perder, uma visita ao passado da fotografia, de segunda a sexta-feira, entre as 14h e as 18h, com entrada livre.